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 REPORTAGEM NEOPOP

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Danielaela
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PostSubject: REPORTAGEM NEOPOP   Tue Aug 14 2012, 01:08

NEOPOP 2012


8-9-10 e 11 de Agosto de 2012
Viana do castelo

Texto: Daniela Costa
Fotos: Tiago Saraiva



Quarta-feira dia 8

Line-up: ACELORIA/ DUBOUT/ JAMIE BOY/ ALIF/ NUNO FORTE/ ALIX PEREZ/ FLUX PAVILION/ MIND VORTEX/ AUDIO/ DOGZ UNITED

Este é o primeiro ano em que o NEOPOP se juntou a uma promotora de Drum’n’Bass para proporcionar aos amantes da música eletrónica a variedade desejada. Juntamente com a promotora Versus, este festival conseguiu reunir alguns dos dj’s aclamados dentro do género.
O passe tornou-se acessível tendo em conta os nomes do cartaz.
Neste primeiro dia, o resultado foi o reencontro de muitas das caras conhecidas das festas do Porto, Guimarães, e muitas outras localidades.
Às 22h00 o som começou com ACELORIA, seguindo-se os portugueses DUBOUT, JAMIE BOY, ALIF e NUNO FORTE. Como sempre, os portugueses, acompanhados por alguns clássicos do Drum’n’Bass, não desiludiram o público que os acompanhava entusiasticamente.
O primeiro internacional, ALIX PEREZ entrou por volta das 01h30. Nas suas palavras, gosta de “ler o público e deixar a música respirar”. Sucedeu-se FLUX PAVILION com o seu estilo inconfundível, deliciou-nos com um set de dubstep. MIND VORTEX colocou a multidão aos “saltos”. Os sorrisos eram evidentes – um set bastante positivo. AUDIO começou a tocar ainda de noite mas terminou com o pôr-do-sol. Um set mais “puxado” com os seus sons mais “dark” que fizeram os ravers dançar com muita energia.
Por fim tivemos o Dosk, a representar os DOGZ UNITED. Para dar continuação a atuação anterior, um set recheado pelo techstep e neurofunk – o dia não poderia terminar da melhor maneira.
Durante toda a noite pudemos ouvir muitos dos clássicos de Drum’n’bass e artistas como os Pendulum, Subfocus, Noisia, entre outros.
O primeiro dia de festival acabou por volta das 08h15. A novidade deste dia no NEOPOP tornou-se bastante agradável e positiva.






























Quinta-feira, dia 9


Line Up: TIAGO MAGALHÃES/ VASCO VALENTE/ NUNO DI ROSSO/ TIAGO FRAGATEIRO/ JOÃO MARIA/ FRESKITOS
JOÃO MARIA/ POUPA/ LIVE BY CARL CRAIG/ MAYA JANE COLES/ NINA KRAVIZ/ JAMES HOLDEN/ BEM KLOCK


Para aproveitar o sol de Viana, os próximos dias contaram com as Sunset’s sessions, localizadas no Forte Santiago da Barra.

O espaço não se encontrava muito cheio mas a tarde foi acompanhada de boa música – permitiu ao público relaxar um pouco e aproveitar o dia quente de verão.

Por volta das 22h00 começou a saga da música tão apetecida. Era visível que a quantidade de público aumentou em relação ao dia anterior. O espaço mantinha-se visualmente chamativo: um palco bastante colorido, com imagens contendo o nome dos dj’s que por lá iam passando.

JOÃO MARIA E POUPA foram os escolhidos para iniciar a noite. O público já se encontrava entusiasmado e previa-se uma noite muito agradável.
Ao contrário do previsto, o primeiro internacional a tocar foi MAYA JANE COLES. Com uma presença em palco muito energética, dançando, ia cativando o pessoal com um set cheio de garra. Seguiu-se 69 LIVE BY CARL CRAIG. Entrando no palco com uma famosa máscara vermelha típica de Veneza, aplicou um set com o techno a mistura. A meio da sua atuação trocou a máscara por uma preta com uma caveira. NINA KRAVIZ entrou com um set mais calmo mas também com os seus “altos” e o techno agregado. A sua presença em palco era extraordinária: pulava, dançava e interagia com o público. JAMES HOLDEN teve uma entrada misteriosa que nos deixou a todos excitados. O próprio vibrava com a sua música que não permitia aos ravers parar de dançar.
Por último tivemos o tão esperado BEN KLOCK. Já com o sol a espreitar entre o nevoeiro, a sua atuação levou o público ao auge com o seu minimal techno muito ritmado e dinâmico. O dia não poderia ter começado com tanta satisfação como a que ele proporcionava.
Este segundo dia acabou um pouco mais tarde do que o previsto, o que também foi do agrado de muitos.































Sexta-feira, dia 10

DIOGO FORTE/ JUNO/ BIKAS/ POUPA & BASTOS/ JOÃO ALVES/ QUANTIC SPECTROSCOPY
JAAKKO/ MANU/ FRESHKITOS/ MINILOGUE LIVE/ EXPANDER/ PLANETARY ASSAULT SYSTEMS/ RICHIE HAWTIN


O dia mais esperado do festival contou novamente com as Sunset Sessions no forte de Santiago da Barra. O espaço encontrava-se com mais gente do que no dia anterior e o ambiente mantinha-se igual.

Neste dia tivemos a oportunidade de falar com o Nuno Branco, da Sonic Culture e parte da organização do NEOPOP. Este contou-nos que já fazia parte da organização do ANTIPOP (nome anterior) - no que toca à programação. A mudança de nome vem no seguimento de “algo de novo”, “fazer uma coisa nova” e, sobretudo, algo com mais identidade. Esta é a quarta edição já com o atual nome.
Em relação à introdução do dia de Drum’n’bass no festival, esta ideia surgiu em seguimento de expandir novos horizontes e acompanhar as tendências mais aclamadas do mundo da eletrónica. O apostar nos artistas que estão na vanguarda do movimento torna-se extremamente importante para enriquecer o festival e agradar um público mais abrangente. Nuno Branco descreveu-nos o dia como “fantástico”.


Chegando ao recinto, a quantidade de pessoas era incrível – algo que já se previa tendo em conta os nomes do cartaz.

JAAKKO e MANU foram os primeiros a animar o público. FRESHKITOS, já muito conhecidos pelo público português, como sempre, não desiludiram – um set cheio de força.
Seguiu-se MINILOGUE com um set mais calmo. Em conversa com Sebastian Mullaert, este confessou que a sensação de estar a tocar e ver que o público está a gostar é muito gratificante. Ao tentar saber um top 5 este dizia que as preferências tendem a desaparecer e que prefere gostar do momento actual – há uma variedade infinita de listas que poderia citar e tudo vai depender das emoções e momentos com que nos deparamos. Relativamente à sua fonte de inspiração afirma ser algo natural, há muitas energias envolvidas. “A música consegue fazer as pessoas sentir alguma coisa: mover o corpo, o despertar de emoções, o ritmo. Acreditar que algo vai acontecer: a felicidade. ” Como pensamento final diz-nos “trust yourself and never trust yourself”: Não nos deixarmos levar pelos nossos pensamentos mas sim acreditar sobretudo em nós mesmos.
Por volta das 03h30 entrou EXPANDER, sempre acompanhando os ravers com um set energético. PLANETARY ASSAULT SYSTEMS entrou a “matar” – um set muito “puxado” que deixava o público muito satisfeito e agitado.
Por fim, o tão aclamado RICHIE HAWTIN: extasiou o público com o seu minimal techno, sendo impossível parar de dançar. Quando terminou a atuação o público gritava por mais – RICHIE HAWTIN ainda voltou para mais uns minutinhos de dança que deixaram o pessoal completamente apaixonado.
Tivemos ainda um momento em que foi lançado champagne para o público. A satisfação, os sorrisos, a convivência e as atuações (especialmente esta última que era a mais desejada) tornaram este dia “mágico”.








































Sábado, dia 11

Line up: SAM U/ NUNO DA SILVA/ DIANA OLIVEIRA/ RUI TRINTAEUM/ MOOD II DUB/ JORGE CAIADO/ JORGE CAIADO presents W//ATEVER/ AUNTIE FLO (LIVE)/ MOODYMANN/ JULIO BASMORE/ SCUBA/ COBBLESTONE JAZZ (LIVE)
LE GRANDE FINALE: GUY GERBER (LIVE)/ JOSH WINK


O Forte se Santiago da Barra contou com algum público que ainda recuperava forças do dia anterior e aproveitava para disfrutar o dia da melhor maneira.

Para o último dia de festival ficou reservado a noite da RED BULL MUSIC ACADEMY.
À entrada já distribuíam os jornais da RBMA que falavam um pouco sobre a mesma e dos Dj’s escolhidos.
O espaço não se encontra tão cheio como nos outros dias mas o ambiente estava impecável.
Podemos dizer que foi uma noite mais calma. JORGE CAIADO, que tem emergido no panorama nacional, foi o primeiro a aquecer a noite ao som o House. A sua atuação é conhecida por englobar “máquinas, elementos humanos programação e improviso”. AUNTIE FLO entrou por volta das 01h30: a sua presença em palco foi marcada pela interação com o público e um set animado. MOODYMANN fez os raves sorrir com um som mais apetecível – com alguns toques que vão desde o jazz, soul e ao funk. “Estes usam computadores antigos e instrumentos analógicos para fazer techno adotando uma abordagem próxima da improvisação jazzística.”
JULIO BASHMORE, um dos produtores mais aclamados da cena britânica, faz um “House filtrado por influências de 2step e UK garage e funky”. O seu set transmitia um bom feeling e o público ia-o acompanhando entusiasticamente. SCUBA permitiu dançar ao som do Bass, Dub, House e, até Techno. O trio COBBLESTONE JAZZ, que é conhecido pela sua capacidade de improviso e diversidade, comprovou que: “ a atuação é baseada essencialmente numa base de performance e improvisação em que a diversidade de opções está baseada em fortes linhas baixo, no piano Rhodes e no vocoder”.
No dia fomos informados que para o grande final, JOSH WINK não poderia comparecer, pelo que GUY GERBER tocou em live durante 4 horas. Desde o deep, progressive tech e house, o set para o final do NEOPOP deixou o público muito satisfeito.
Este dia teve também direito a fogo-de-artifício aquando das atuações dos Dj’s, assim como papéis brancos que simbolizavam o espirito e a comemoração de um festival que foi do agrado de muitos: Se a uns matava a curiosidade, para quem tem acompanhado o festival em anos anteriores, mostrou que vale a pena repetir para o próximo ano.

Para quem quisesse continuar a bater o pé de dança, ainda houve o Official After Hours no famoso PROSAK a partir das 10h00 – contou com FRANK MAUREL, SERGINHO e B:KAS.

O local contou não só com a presença dos Portugueses mas também público de outros nacionalidades como Espanha e Inglaterra.








































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