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 Reportagem: Vagos Open Air - 2º dia

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Pieni
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PostSubject: Reportagem: Vagos Open Air - 2º dia   Thu Aug 09 2012, 17:05

VAGOS OPEN AIR 2012
2º dia



4 de Agosto de 2012
Lagoa do Calvão, Vagos
Line-up: Mindlock, Chthonic, Textures, Coroner, Overkill, Arch Enemy
Texto: Renata Lino
Fotos: Sandra Manuel


O Algarve é bastante famoso entre os turistas pelas suas praias e bom tempo. Mas os Mindlock são a prova viva de que essa região, neste caso específico Faro, produz mais do que um bom bronzeado – produz também boas bandas de metal.
Com orientação hardcore, estes tipos irradiam energia, entre sorrisos e carantonhas. Eles andam por aí há mais de 15 anos e podemos sentir essa experiência pelo modo como actuam, tão à vontade e profissionalmente.
O seu álbum de estreia, “Ego Trip”, saiu em 2003 e foram precisos 7 anos para conseguir um segundo, “Enemy Of Silence”, que foi o trabalho em que mais se focaram.
Estão actualmente a trabalhar no terceiro e Vagos foi o primeiro a ouvir uma dessas novas canções: “Hellusion”. Mas tenho de confessar: Carlos Vilhena disse o título em modo gutural e só entendi a parte do “hell”. Tive de confirmar com eles – obrigado, rapazes!
“Firekiss”, “Alcohol Ecstasy” e “Sing Like You Were Dead” foram alguns dos temas que mantiveram o mosh aceso.

www.myspace.com/mindlockpt








Não deixem a maquiagem e os penteados enganar-vos – Chthonic é uma banda de metal extremo. A sua imagem é algo cultural, relacionada com o conteúdo lírico das suas músicas. Oriundos de Taiwan, eles cantam sobre mitos e lendas nativas e maquiam-se de acordo com os 8 Generais do Inferno do folclore taoista. O próprio nome da banda está relacionado com divindades que habitam o submundo, embora isso seja mitologia grega, não taiwanesa.
Desde “Seediq Bale”, o seu quarto álbum, lançado em 2005, eles têm editado versões em inglês dos seus trabalhos, para os fãs internacionais. De modo que foram as versões inglesas que ouvimos, não as taiwanesas.
A maioria do alinhamento baseou-se em “Takasago Army”, o seu álbum mais recente (2011). Temas como “Broken Jade”, “Takao” ou “Quell The Souls In Sing Ling Temple” encantaram os fãs e surpreenderam aqueles que não os conheciam.
Freddy Lim, segurando uma cerveja numa mão e um ehru (um violino chinês de duas cordas que, francamente, me soava a uma guitarra eléctrica) disse que éramos loucos por estarmos a beber cerveja àquela hora de tarde, com tanto calor. Mas ele próprio bebeu. Também perguntou como se dizia “cheers” em português, mas pela perfeição com que repetiu “saúde” depois do público, de certeza que tinha estado a treinar no backstage. Ainda nos ensinou a dizê-lo na sua própria língua “hō ta lah”, obviamente fazendo-nos gritá-lo a plenos pulmões.
Havia outra palavra portuguesa que ele sabia, e que segundo ele todos os taiwaneses sabiam: Formosa. Não sei se sabem que Taiwan tinha outrora o nome de Ilha Formosa, nome dado pelos portugueses no século 1600 quando lá chegaram e estabeleceram relações comerciais.
“Forty-Nine Theurgy Chains” (2009) e “Quasi Putrefaction” (2005) foram os temas mais antigos.
Todos os rapazes tinham os olhos na baixista Doris Yeh, mas acreditem – esta banda tem muito mais do que aparência.

www.myspace.com/chthonictw










A última vez que tinha visto Textures tinha sido em 2007 (Steel Warriors Rebellion – Barroselas) e muito mudou em cinco anos. Metade da line-up, por exemplo (vocalista, teclista, baixista). Mas uma coisa permanece igual – a sua grandiosidade.
Excepto o seu álbum de estreia, “Polars”, todos os outros foram representados em partes mais ou menos iguais neste concerto, que começou com “Surreal State Of Enlightenment”.
E se as coisas acalmaram um pouco com “Consonant Hemispheres”, reacenderam logo a seguir com uma wall of death e o mosh consequente em “Stream Of Consciousness”. É assim que o metalcore progressivo funciona – drásticas mudanças de andamento.
Daniel de Jongh perguntou quantos de nós conhecíamos o single “Awake”, acrescentando que estavam à vontade para acompanhar a letra. O público assim o fez, até que a parte mais rápida começou – aí trocaram a cantoria pelo mosh e headbanging.
O único tema que tocaram de “Polars” veio a seguir, na forma de “Swandive”, e foi apresentada por de Jongh como “mais rápido do que tudo o que tocámos hoje”.
Os holandeses despediram-se com “Laments Of An Icarus”, deixando para trás uma assistência suada e contente.

www.textures.nl










Depois de uma pausa de 14 anos, os suícos Coroner regressaram em 2010 com o seu thrash metal técnico. Até à data, ainda não gravaram nada novo nestes dois anos, pelo que todos os concertos têm sido um passeio pela avenida da memória.
Em Vagos, essa viagem começou com a intro de “Golden Cashmere Sleeper pt.1”, interligada com “Internal Conflicts”. Depois “Serpent Moves”, depois de Ron Royce apresentar Daniel Sössel, o seu “quarto membro”, nas teclas/sintetizadores. E um fã adivinhou “Masked Jackal” quando Royce disse que tinham feito um vídeo para a música que se seguia.
Os Coroner sempre foram algo negligenciados, talvez por estarem adiantados no tempo. Neste concerto, o seu primeiro em Portugal, foram tudo menos isso. Mesmo aqueles que não estavam familiarizados com a banda ficaram convencidos com a fusão ecléctica de elementos com o thrash old school e deram as boas-vindas a temas como “Die By My Hand”, “Gliding Above While Being Below” ou “Divine Step”, entre outros. “The Invicible” constituiu o encore.

www.coroner-reunion.com










Mas o verdadeiro old school veio depois: Overkill! Passara uma década desde que os thrashers de New Jersey haviam visitado Portugal pela última vez, como Bobby “Blitz” Ellsworth recordava, mas ele podia ver como “ainda tinham muitos amigos aqui”.
A banda lançou o seu 16º álbum de originais em Março (“The Electric Age”) e foi o seu tema de abertura, “Come And Get It”, que também abriu o concerto. E como abriu! Como Blitz troçaria mais tarde, “when was the last time you got your ass kicked by an old man?”, Aos 53 anos ele de facto kicks-ass.
Depois de “Wrecking Crew” ele perguntou retoricamente se sabia bem. “Faz o nosso coração bater mais depressa”. E que era sempre assim na Europa, especialmente em Portugal. Sim, eu sei que ele dizem isso em todo o lado onde vão, mas não há ninguém que não goste de ouvi-lo.
Claro que tocaram umas músicas do novo álbum, mas o resto do alinhamento foi feito de clássicos, um atrás do outro. Ainda estou com pena de que não tenham tocado a “Bastard Nation”, mas tenho de compreender – não é fácil resumir 32 anos de uma carreira de sucesso em menos de hora e meia.
“Old School” foi apresentada com o primeiro verso do refrão, mas Blitz “personalizou-o” à realidade portuguesa, ao dizer “we drank some beers – some Super Bocks”.
E por falar em apresentações, tenho de falar na da banda, quando chegou a vez de D.D. Verni e foi-nos dito que o baixista era “the most evil man in Portugal tonight”.
“Nós aprendemos isto há muito tempo. Vocês não fazem isto sozinhos, vocês fazem-no juntos. Fazem-no mais rápido, mais alto, mas juntos”. Quem conhece a banda minimamente sabe que este discurso acabaria em “In Union We Stand”.
Deixaram “Deny The Cross”, “Rotten To The Core” e “Fuck You” para o encore, a última uma música originalmente tocada pela banda punk canadense The Subhumans mas que foram os Overkill que tornaram famosa.
Algures durante o encore, Blitz pediu ao público para berrar e não ficou satisfeito com o resultado (pergunto-me se alguma vez eles ficam...). Por isso usou o truque mais antigo: “Isto é Portugal ou Espanha?”. Depois de vaiarmos e gritarmos com três vezes mais força, Blitz sorriu e disse “works every fucking time”.

www.wreckingcrew.com




















Tal como na noite anterior, uma banda de melodic death metal sueca era a cabeça de cartaz – Arch Enemy. “Yesterday Is Dead And Gone”, apesar de ser uma música recente, foi recepcionada com uma sonora ovação. E depois com “Ravenous”, provavelmente o primeiro grande hit com Angela Gossow na voz, a excitação do público disparou. E sem retorno.
Berros e saltos acompanharam “My Apocalypse”, assim como “ooooooohhhhh” no seu solo de guitarra, já que Angela quera ouvir-nos cantar.
Depois estavam a gritar pelo seu nome e a vocalista agradeceu, por isso e por diversas outras coisas, entre as quais “thank you for rocking hard with us, you fucking rule!”. Ela achava que estávamos então “prontos para a seguinte” e queria ver “sangue e cabelo e ossos pelo ar” enquanto a banda tocava “Bloodstained Cross”.
Daniel Erlandsson é já um baterista respeitado pela sua habilidade. Agora é respeitado também pela sua coragem, uma vez que tocou com um dedo da mão direita partido. E não falhou uma batida! Nem consigo imaginar como deve ter sido difícil. Eu e toda a equipa do Backstage desejamos-lhe as rápidas melhoras. Bem, Angela pediu então para gritarmos por ele, queria alguns “coros Daniel” em vez de “coros Angela” e não precisou pedir duas vezes. E apesar da música seguinte ser “um pouco como ele se sente hoje”, “Dead Eyes See No Future” foi dedicado a nós, o público.
Depois disso, Nick Cordle, o novo guitarrista que substituiu Christopher Amott em Março, começou um solo que Michael Amott continuaria com “Intermezzo Liberté”, um tema instrumental incluído em “Rise Of The Tyrant” e que continuo a achar ter influências de Steve Vai.
“No Gods, No Masters” foi para aqueles que “stay rebel at heart”. Este e muitos outros versos estavam a rodar nas video-walls, com sequências de imagens, em vez do concerto. Assim se não soubesses as letras, podias sempre olhar para cima para os versos principais – embora a maioria claramente não precisava.
Outro concerto brilhante que encerrou outra brilhante edição do Vagos Open Air com a canção “Fields Of Desolation”. De acordo com o Facebook oficial dos Arch Enemy, nós cantámos “mais alto que o PA às vezes”, mesmo depois de “dois dias de sol, calor e heavy metal”. Há mais para o ano!

www.archenemy.net
















Last edited by Pieni on Thu Aug 16 2012, 01:17; edited 1 time in total
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PostSubject: Re: Reportagem: Vagos Open Air - 2º dia   Fri Aug 10 2012, 13:23

excelente trabalho , depois vou ler outra vez com as fotos :P heeh que vai saber bem:)

Espero que haja uma da Doris olololol ela é boa baixista e não é muito poser, toca e encanta de maneira agressiva :D.

Pelos textos estou mesmo a morrer de inveja, neste dia queria muito ver Textures, mas como disse anteriormente não fui mas ainda bem que correu muito bem pois assim as bandas voltam ao nosso país e o Fest continua

Btw quando houver fotos de Textures, Pieni vais ver quem é que te faz lembrar o vocalista dos Textures :, um dos Equal ahaah


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PostSubject: Re: Reportagem: Vagos Open Air - 2º dia   Fri Aug 10 2012, 13:26

MI-13 wrote:

Btw quando houver fotos de Textures, Pieni vais ver quem é que te faz lembrar o vocalista dos Textures :, um dos Equal ahaah

Eu fui escrever para o Backstage mas fui fotografar para a Valkyrian...

Berny?
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PostSubject: Re: Reportagem: Vagos Open Air - 2º dia   Fri Aug 10 2012, 13:51

nem me lembrei disso eehehhe

Sim o Berny, afinal o Gajo deve ser primo dele ololl
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PostSubject: Re: Reportagem: Vagos Open Air - 2º dia   Fri Aug 10 2012, 13:55

Ah ah ah!
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PostSubject: Re: Reportagem: Vagos Open Air - 2º dia   Fri Aug 17 2012, 19:30

agora com as fotos sem dúvida tenho que dizer que esta report do 2º dia vai ser voatada por mim


Parabéns

não fui e assim até parece que fui

obrigado
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PostSubject: Re: Reportagem: Vagos Open Air - 2º dia   

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